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O Homem Sem Medo
  Série Graphic Novel #02 Demolidor   Nos meus tempos de moleque, o Demolidor era o Sawamu dos desenhos japoneses. O Demolidor dos quadrinhos americanos eu só conheci no começo da adolescência, depois que li O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller. O sucesso da revista daquele Batman soturno foi tão grande que a Editora Abril passou a publicar histórias mais caprichadas e com temática mais adulta na série Graphic Novel, que trazia bimensalmente uma nova edição com personagens e estilos diferentes. Não por coincidência, o número 2 trazia uma outra HQ de Frank Miller, dessa vez desenhada pelo magistral Bill Sienkiewicz, e cujo personagem era o Demolidor, o herói cego que veste um uniforme de diabo (no original o personagem se chama Daredevil) e combate os criminosos de Nova York. Comprei meu exemplar na banca de revistas que ficava em frente ao Supermercado Dias, gastando todos os duzentos cruzados que ganhei por lavar o carro do meu pai, e acho que mais um parafuso da minha cabeça caiu após a leitura. A arte era completamente diferente de tudo que eu conhecia – tinha colagens, pintura, grafismo, psicodelia e enquadramentos fora do padrão que realçavam os delírios do vilão psicopata.   Daredevil by Bill Sienkiewicz,o vilão   Mas apesar da edição caprichada e dos desenhos sensacionais, confesso que a revista me deixou desapontado pela "falta de ação". Eu era jovem e queria ver o Demolidor quebrando a cara de todos os bandidos, por isso não contava com uma história em que o herói tivesse uma participação mais secundária na resolução da trama. No final de semana passado tirei a revista da caixa em que repousa junto com centenas de outras HQ's e reli a história com mais prazer do que tive anos atrás. Agora, mais maduro e vivido, pude compreender melhor as nuances do texto que complementa aquela arte tão única.   MARVEL'S DAREDEVIL   Meu interesse em reler a história após tanto tempo nasceu depois de ver a série do Demolidor, produzida pelo Netflix. Trata-se de uma adaptação para televisão muito boa. A essência do herói foi mantida, assim como as dos coadjuvantes. Muitas das ideias dos quadrinhos foram utilizadas, e as "liberdades" tomadas funcionam bem, embora algumas tenham me causado espanto (como deixei de acompanhar as HQ's faz tempo, pode ser que a morte de determinado personagem não seja algo verdadeiramente novo). Achei muito interessante mostrar a iniciação de Matt Murdock como herói mascarado ao longo dos treze episódios, sem que houvesse pressa em vesti-lo no uniforme. Quase todas as críticas que vi elogiaram a série, e em apenas um texto o autor reclamava da "falta de coerência" com os quadrinhos em razão do herói ter se exposto demais para resgatar uma criança no segundo episódio. O insatisfeito reclamou que, para privilegiar a ação, o personagem abriu mão da inteligência que habitualmente usava em suas histórias. Ora, o Demolidor da série, que ainda nem usava esse nome, é justamente um herói em construção, aprendendo com os próprios erros e em busca de uma causa e uma identidade. Dada a sua inexperiência, seria mesmo natural que no início de carreira usasse os punhos em detrimento do cérebro. É preciso amadurecer com os anos para aprender que quebrar a cara de todos os bandidos nem sempre é o que torna alguém um herói (ou uma história) especial. .

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