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O Confronto
  braveheart 2   Como os exércitos medievais, as duas torcidas estavam paradas frente a frente, separadas por uma centena de metros, esperando o momento do confronto. Armados de paus, pedras e bombas caseiras, os torcedores aguardavam a ordem dos líderes, que se aproximaram para um último diálogo: - Mano, é melhor ocês dexá a rua pa nóis. Dá a volta e sai na boa. - Cê tá me tirando? É melhor ocês saí de fininho, que agente vamo passá. - Truta, é o seguinte, nóis que vamo reto e ocêis vão abri o caminho, tá ligado? - Deixa de sê loki e sai de banda, senão vamo tê que tirá oceis da frente, véio. - Neguinho, cês são folgado. Tô vendo que vão precisá aprendê uma lição hoje... - Não adianta ficá com conversinha não que nóis num tem sangue de banana! - Sangue de banana? - Sangue de banana, véio! Num tá ligado? - Nunca ouvi falá de sangue de banana! - É uma jeito de falá, uma expressão, que significa que a pessoa não tem sangue frio. "Num tenho sangue de banana porque num aceito desaforo", tá ligado? - Eu tô ligado na  expressão, mas num é assim que fala! É sangue de batata. "Num tenho sangue de batata por isso num fico quieto", entendeu? - Cê tá zoado? Nada a ver sangue de batata! Batata nem tem sangue! - E banana tem? - Vixi, véio, danou-se. Banana tamém não tem sangue não... Um torcedor que tem cara de bandido de filme de faroeste gritou do meio da turba: - E aí, maluco, vai ter o quebra ou num vai? - e bateu com um taco de beisebol a palma da mão esquerda. - Segura a onda aí, chegado, que nós tá num impasse aqui! - respondeu o líder antes de perguntar ao seu rival: - Mas e aí, truta, é sangue de batata ou sangue de banana? - Cara, eu tinha certeza que era sangue de banana, mas depois que ocê falou já num tenho certeza. - A língua portuguesa é complicada, né não, véio? Mas acho que isso é fruto da diversidade cultural do povo, que faz surgir expressões idiomáticas cujos significados variam de acordo com a região, tá ligado? - Cê tá certo, véio. As expressões surgem do contato direto com a língua, na socialização dos indivíduos, certo? É necessário observar o contexto do uso para se obter o significado de cada expressão, com os valores nela expressos. - Só! - Só! Nesse momento chegou a polícia militar, que veio para intervir no conflito. Montado em seu cavalo, o oficial comandante foi até os líderes e disse: - Ei, vocês, vamos dispersar! Não quero quebra-quebra aqui hoje não! Não vai ter briga  nenhuma aqui! - Autoridade, fica tranquilo que nóis tá de boa. Acho até que já perdi a vontade de entretá hoje, cê me desculpa mano - disse isso para o seu rival. - Fica sussa. Tamém perdi a vontade de socá os nego. Essa história do sangue aí me deixô encafifado. - Sangue? Que sangue? - perguntou o policial. - É que nóis ficôu aqui discutindo se o certo é falá sangue de batata ou sangue de banana, senhor, e num chegamo nos finalmente. Nóis ficô nesse impasse aí e até perdemo o tesão de brigá, me desculpe a expressão, senhor. - Você dois estão errados. A expressão correta é sangue de barata! - Eita, autoridade, tem certeza que é sangue de barata, senhor? - Absoluta. - Oxi, quem diria que é barata! Até faz sentido, que barata tem sangue! - disse o torcedor ao seu rival. - Pois é, véio. Sangue de barata é mais manero até de falá! - Aí,  zé ruela, fica ocê então sabendo que nóis não tem sangue de barata! - Então, cozido, ocê fica também sabendo que nóis tamém não tem sangue de barata! - Num tem mesmo? Então pega nóis, mardito! - É fácil, maluco, cai dentro, desgraçado! E naquele momento começou uma das maiores brigas já vistas entre duas torcidas e a polícia, e que teve como  única vítima inocente a coitada da  língua portuguesa.  -    

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