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Me perdõe, mas não gosto
    Outro dia vi uma velha entrevista do Renato Russo em que ele dizia, envergonhado, que não tinha gostado do Nevermind. O vocalista admitiu que sentia-se um tanto constrangido por não ver graça no Nirvana e em toda a cena grunge que dominava o cenário do início dos anos 90 (cabe lembrar que Renato tinha sido punk, e era um grande conhecedor de rock, embora às vezes cometesse umas italianadas e menudices sem sentido). Acontece nas melhores famílias: um monte de gente que você respeita acha algo ou alguém genial, mas você não compartilha daquela empolgação e se sente meio culpado por isso. Eu, por exemplo, carrego o remorso de não gostar de Bob Dylan. Por mais que saiba que ele é um dos maiores artistas de todos os tempos, e reconheça que ele tenha sido fundamental para toda a cultura gerada a partir dos anos 1960, apenas consigo ouvir três ou quatro de suas músicas. E eu bem que tentei: comprei uma coletânea e um álbum (Modern Times, que foi bastante elogiado no seu lançamento) mas não teve jeito. Acho que meu inglês é capenga demais para entender a profundidade de sua obra e para perdoar sua voz roufenha, mas isso não me parece tão verdadeiro quando lembro que adoro Neil Young, que também canta em inglês e não tem uma das mais belas vozes do mundo.     No fundo, acho que é tudo uma questão de gosto, coisa que não se discute - ainda mais consigo mesmo.

11 thoughts on “Me perdõe, mas não gosto

    1. Isso não é nada, Nakano… Deixe ele saber que eu andei ouvindo os discos mais antigos dos Engenheiros do Hawaii, aí é que ele vai ter um treco mesmo…

        1. Helton, tenha mais paciência comigo, afinal, eu tenho crédito por ter aguentado você cantando “Eclipse Oculto” com o Adauto.

          1. As obras de Bob Dylan e Humberto Gessinger são paralelas que se encontram em Belém do Pará.

  1. Só não entendi a imbecilidade de achar que o Renato, por ser punk, não poderia gostar de música italiana ou encaixar uma bela música do Menudo no meio de seu repertório de modo coerente com sua obra. O problema da maioria das pessoas é achar que as pessoas tem que ser rotuladas disso e daquilo e que não podem fugir de seus rótulos. É como se a pessoas tivessem que ser unidimensionais apenas. Nada a ver.

    1. Se você tivesse entendido o texto perceberia que ele fala justamente de algo que não se explica, que é o gosto.
      Vou ser mais didático então: o que escrevi e o que coloquei nos comentários é que as pessoas têm suas idiossincrasias, o que faz com que eu ouça Engenheiros do Hawaii mas não goste de Bob Dylan, e que o Renato Russo, que um dia foi punk, não tenha gostado de Nirvana e tenha gravado música brega italiana.
      Renato Russo certamente lamentaria o fato de eu não gostar de Bob Dylan, assim como eu estranho o fato dele gostar de uma música sacal dos Menudos, mas em nenhum momento eu disse que ele, ou você, ou qualquer um que goste, é um imbecil.
      Se eu fosse de rotular as pessoas diria que não saber expor argumentos sem manter um mínimo de educação é um grande sinal de babaquice,

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