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E a vida nunca mais foi a mesma…
 
Praça Dom Pedro II, mais conhecida como Praça do Itaú

  Não é fácil fazer faculdade em outra cidade. Ainda mais quando essa outra cidade fica a mais de 400 km de onde você mora. Além de se habituar aos usos e costumes locais, você ainda tem que passar a morar sozinho ou, como faz a maioria, começar a morar com estranhos em uma sociedade informal chamada república - que é algo que tem tudo para dar errado, mas de vez em quando dá muito certo. Antes de encontrar os caras certos e montar uma república, porém, fui recebido em Franca pelo Adolfo, que eu tinha conhecido brevemente em uma reunião nos meus tempos de Mocidade Espírita. Ele já tinha se formado em História pela Unesp, e quando liguei pedindo um auxílio o fato de não se lembrar de mim não o impediu de ser excepcionalmente prestativo. Lembro-me perfeitamente do dia que cheguei em Franca pela segunda vez - a primeira tinha sido no dia da matrícula. Peguei um ônibus da rodoviária até o centro e desci na praça do Itaú, por volta da hora do almoço. Enquanto procurava pela imobiliária aonde o Adolfo trabalhava passei por várias lojas que, sintonizadas numa mesma rádio, tocavam um música que tinha o significativo refrão:
Life will never be the same Life is changin'
Como aquele era o poperô de sucesso da época a música foi me acompanhando enquanto eu caminhava. Era uma  trilha sonora aburdamente apropriada, que me fazia rir sozinho enquanto andava pelo calçadão da Marechal Deodoro. Quando encontrei o Adolfo, que trabalhava bem em frente à Unesp, achei que ele iria me indicar algum lugar para ficar, mas ao invés disso ele me levou para sua casa e sua família me acolheu por quase um mês - mesmo depois que seu pai me achou dormindo dentro do seu carro (na primeira noite do trote eu voltei tarde, todo sujo, pintado, com farinha por todo corpo, e não tinha as chaves para entrar na casa). Depois daquela noite os pais do Adolfo me deram uma cópia da chave da porta. E passaram a trancar o carro. *** Um dos grandes erros que cometi na vida foi nunca ter agradecido devidamente ao Adolfo e sua família por tudo o que fizeram por mim. *** A música de que falei é Life, de um tal de Haddaway. Não é o tipo de canção que gosto, mas pra esta eu abro uma exceção.    

5 thoughts on “E a vida nunca mais foi a mesma…

  1. Agradecer ao Adolfo por ter lhe acolhido por um mês?? E eu, que tive que aguentá-lo pelo restante dos cinco anos??? Um bom exemplo de algo que tem tudo para dar errado, mas deu muito certo… Grande abraço

    1. Ah, Helton, pode deixar que outro dia eu conto como foi quando você foi implorar para eu ir morar contigo e o Alessandro… Abraço!

  2. Entendo bem como é o sentimento de não ter agradecido corretamente as pessoas. Quando chegamos em Franca (Eu e o Qualhada), ficamos um mês em um consultorio desativado e quando voltei para casa meu pai mandou um litro de wiskie para dar ao dono do local em agradecimento, mas infelizmente demoramos para encontra-lo e bebemos o litro….

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