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Menino no Rio
 

  Foi a primeira vez que estive em Ipanema. O calor era intenso naquele fim de tarde, por isso tirei a camiseta para andar de bermuda e tênis pelo calçadão, maravilhado com aquela que é uma das praias mais famosas do mundo. Passei por gente bronzeada caminhando despreocupada, por artistas famosos e outros nem tanto, por jogadores de futebol e por elegantes casais na terceira idade. Vi babás uniformizadas empurrado carrinhos e achei graça nas dondocas desfilando com cachorros que pareciam iguais às suas donas. Tudo era diferente das praias que eu conhecia, mas embora eu fosse apenas rapaz sem dinheiro no bolso e vindo do interior, eu me senti à vontade entre aquelas pessoas. Minha geração foi profundamente influenciada pela cultura da Zona Sul carioca. Eu era um menino quando a Blitz estava a dois passos do paraíso, fui um moleque que sonhava ter um trabalho de dublê como na Armação Ilimitada, e na  adolescência comecei a ler o Planeta Diário e o Casseta Popular. O cinema dos anos 80 remetia a um universo ensolarado, que era exibido em filmes como Areias Escaldantes, Rio Babilônia, Bete Balanço e Rock Estrela, enquanto a tv nos ensinava as gírias através das novelas e transformava Pepê em um herói nacional que voava de asa-delta ao som de Lulu Santos, Lobão, Cazuza e até dos Miquinhos Amestrados. Não era de se estranhar então que o Posto 9 me parecesse tão acolhedor. O choque de realidade veio quando um maluco, que construía imagens de areia na praia, acenou pra mim e disse cheio de malemolência: "Hey, mister! Hey! Look my job, mister!" Naquele momento me dei conta que, por mais que Ipanema fosse uma velha conhecida, sou tão branquelo que é mais fácil ser confundido com um gringo do que com um legítimo menino do Rio.    

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