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A Armação de Natal
  Foram várias horas de viagem sob um sol escaldante, mas a família já estava acostumada a isso desde que se mudou para São Paulo anos atrás. O que destoava nas últimas viagens era uma expectativa incômoda, causada pelos acontecimentos do Natal de três anos antes. Não havia como saber se as coisas já estariam melhores na casa dos pais de Luiza, embora ela se mantivesse confiante como sempre, o que contrastava com o pessimismo de Adriano, seu marido. O único tranquilo era João, o filho de 6 anos de idade, que passara boa parte da jornada dormindo inocentemente. Quando o carro estacionou em frente da casa dos pais de Luiza seu marido percebeu que a recepção foi novamente morna, mas ela disse que era só impressão dele, que tudo estava esquecido. Porém, bastou aparecerem os cunhados de Adriano para que ficasse claro que os fatos ainda estavam na memória da família: - E aí, Adriano, fez boa viagem? Trouxe tudo, não esqueceu de nada não? Olhá lá, não quero que você fique descoberto, hein! O outro irmão de Luiza continuou a conversa: - Cunhadão, trouxe a barraca? - Que barraca? - perguntou Adriano, já sabendo como seria a resposta. - Aquela que você gosta de armar de vez em quando! Dentro da casa a situação estava constrangedora como das últimas vezes. Dona Maria, mãe de Luiza, evitava encarar seu genro, e Seu Agenor, o sogro, estava mais ranzinza do que sempre - mais do que pelo o ocorrido, Seu Agenor não perdoava Adriano por ele ter sido a causa do veto ao peru nas festas de fim de ano. Durante a ceia deu-se o roteiro das últimas festas, com os irmãos de Luiza cumprindo devidamente seu papel de cunhados: - Mano, sabe qual é o tipo de canção que o Adriano não gosta? - Hmmm... deixa ver... ah, só pode ser samba-canção! - E o filme de guerra que ele acha desimportante? - Mash, claro! - Boa! Mas eu duvido que você saiba qual o homem das cavernas preferido do Adriano! - Homem das cavernas? Não sei! - É fácil, é o homo-erectus! E assim passaram a noite toda. As gracinhas com Adriano tinham se tornado mais tradicionais que a piada do pavê ou as alusões ao saco do Papai Noel. *** Na viagem de volta houve silêncio no carro durante quase todo o tempo, até que Adriano não se conteve e deu aquele que talvez tenha sido o primeiro conselho para a vida adulta do seu filho: - João, você é pequeno, mas já consegue entender bem as coisas. Eu vou te dar um conselho para que você não repita o erro de seu pai e não tenha que arcar com as graves consequências: no dia em que for dormir na casa da sogra, não use o calção de pijama sem nada por baixo. Pode acontecer de dar aquela vontade de ir ao banheiro no meio da noite, e você dar de cara com a sua sogra no corredor. - Assim você não corre o risco de traumatizar uma família e virar alvo de piadas - completou uma indignada Luiza. - Isso não é nada - disse Adriano. - Como não é nada? Quais as graves consequências então? - perguntou uma Luiza mais indignada ainda. - O trauma e as piadinhas são fáceis de aguentar, dei o conselho pra que ele não corra o risco de sofrer o mesmo que eu sofro de ganhar cuecas de presente de todo mundo o resto da vida!

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