fev 112014
 

 

 

O comercial da Pirelli acima é de 1991, e traz a dupla de pilotos Nelson Piquet e Roberto Pupo Moreno, que salvo engano protagonizou pela Benetton a última dobradinha brasileira na Fórmula 1.

A música chama-se Il Mondo, e é cantada por Jimmy Fontana. Minha mãe tinha essa canção em um LP compacto em casa.

Nas décadas de 60 e 70 músicas estrangeiras não faladas em inglês faziam muito sucesso no Brasil, mas isso se perdeu com o tempo. Hoje tenho muita dificuldade (na verdade, preconceito mesmo) para ouvir canções em francês ou italiano – mostra de que o empobrecimento cultural começou já na minha geração.

A música na íntegra:

 

 

maio 132013
 

 

televisor national

 

Quando eu era criança, às vezes era necessário esperar a válvula aquecer para surgissem as imagens no nosso televisor. As transmissões em VHF daquela época não disponibilizavam muitas opções de canais, e tvs à cores ainda eram um certo luxo.

Era muito comum que as pessoas tivessem ainda televisores em preto e branco, e alguns modelos ressaltavam sua nitidez com um vidro azul que cobria toda a tela.

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O primeiro controle remoto que vi foi na casa de um vizinho, e o aparelho consistia numa uma caixinha quadrada, com um único botão redondo no meio, que quando acionado fazia pular para o próximo canal. Nada  ligar ou desligar a tv, alterar o volume, ajustar a imagem, etc.

Ah, o controle era ligado à tv por um fio de cerca de 2 metros de extensão.

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disquete flexivel

 

Certa vez aconteceu no Trianon Clube uma exposição de computadores, e lá foram apresentados os mais modernos hardwares e softwares da época.

As máquinas mais avançadas usavam disquetes flexíveis de 5″1/4, mas em outras os softwares eram carregados por fitas cassete, através de gravadores portáveis ligados aos pc’s. Lembro de ter ficado um tempão esperando um programa iniciar até que no monitor de fósforo verde apareceu uma animação pixelada de um alienígena dançando – e isso era tudo o que aquele treco fazia.

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Acho que joguei videogame pela primeira vez na casa do Robson, que foi o dono do único console Odyssey que conheci.

Nosso preferido era o game Senhor das Trevas, que apesar do nome sinistro era um jogo simples em que um canhão deveria destruir as frotas de naves que vinham atacá-lo. No vídeo abaixo podemos ver a face monstruosa do tal Senhor das Trevas, e avaliar todo o poderio gráfico e sonoro daquela máquina:

 

 

Mas o console que virou febre foi o Atari. Eu e meu irmão ganhamos o primeiro videogame da nossa rua, então era comum que estivéssemos jogando e no portão se juntasse uma molecada reclamando: “Pô, sacanagem, eles tão jogando e nem chamaram a gente!”.

O Atari tinha como principal vantagem o vasto catálogo de jogos, e todos se lembram do Pitfall (que acompanhava o console), do Enduro, do River Raid, do Hero e do Decathlon – deste último principalmente porque para jogá-lo era necessário movimentar o joystick freneticamente, o que sempre danificava os controles.

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No dia em que minha irmã nasceu fui com meu pai e meu irmão à casa do Tio Ló para conhecer o videocassete, novidade trazida do Paraguai da qual já tinha ouvido falar na escola. Depois de demonstrados todos os recursos daquele aparelho (que até gravava a televisão!), nos sentamos para ver Os Goonies e o desenho Os Doze Trabalhos de Asterix, cuja dublagem que não correspondia aos movimentos das bocas dos personagens.

 

panasonic g9

 

Quando meu pai adquiriu o seu aparelho, um G9 da Panasonic, fizemos uma sessão em casa para ver Rocky III. Naquela época as videolocadoras disponibilizam as fitas “seladas” (com selo de originalidade, de lançamento oficial) e as piratas, copiadas de outras fitas ou gravadas dentro do próprio cinema.

Nunca conheci alguém que possuísse um Betamax.

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Eu estava na biblioteca da faculdade com o Eduardo Bordini quando instalaram o primeiro computador com CD-ROM. Como ninguém sabia mexer naquilo, o pessoal deixou que nós fuçássemos à vontade, e por ironia um dos cd’s trazia uma versão atualizada de Pitfall, justamente aquele game que tanto joguei na minha infância.

Ficamos eu e o Bordini jogando por bastante tempo até que alguém se deu conta que a biblioteca não era lugar para aquilo.

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altavista

 

Foi também na faculdade que tive contato com a internet pela primeira vez.

Naquela época, para “surfar” na rede você tinha que conhecer os endereços que queria visitar, pois os serviços de busca mais utilizados (o Altavista e o nacional Cadê) não eram tão eficientes. Além disso, as conexões discadas com até 56k  de velocidade exigiam certa paciência para abrir telas que fossem um pouco mais ornamentadas, e era necessário saber um pouco de inglês para aproveitar já que o conteúdo em português era muito limitado.

Uma das primeiras coisas que fiz foi criar um endereço no Zipmail, mas acho que nunca recebi um email por aquele serviço.

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O mundo era bem diferente há (não tão) pouco tempo…*

 

*corrigido

 

 

 

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