nov 142013
 

 

 

Faz muito tempo que não publico nada sobre Techerinha no blog. Nessa era em que escrever sobre a vida de alguém sem autorização pode render uma música de protesto do Djavan, achei melhor guardar as informações que tenho para um momento mais apropriado, como quando os grandes músicos da nossa MPB pararem de ter vergonha de suas histórias e recuperarem a noção.

Mas me incomoda saber que algumas pessoas não acreditam que Techerinha existiu. Já ouvi desses pobres de espírito que as histórias do maior craque de futebol de todos os tempos são apenas fruto das ideias tortas de um absoluto demente.

Não gostaria de frustrar as centenas de milhares de pessoas que lêem este blog, mas tenho que admitir que ainda não cheguei no ponto da demência absoluta. Ainda. Sou apenas um cronista, ensaísta, contador de histórias e observador de nosso tempo que com genialidade, brilho, sagacidade e alguma modéstia traz ao mundo histórias sobre tudo e mais um pouco, inclusive as que são sonegadas pelas autoridades do futebol mundial.

Como já denunciei em outros posts, o status quo sabotou a maioria dos arquivos sobre Techerinha, isso para inflar a figura do tal do Pelé. Mas os poderosos não podem tudo, e apresento abaixo algumas fotos que comprovam a existência do Magnânimo Techerinha:

 

Techerinha observa Leônidas da Silva dando uma bicicleta. O craque achava o lance tão banal que só admitia fazê-lo com as pernas amarradas.

 

Nesta foto o craque é abraçado por seus colegas depois de ter feito um dos seus magníficos gols. Alguns jogadores tinham até cãibras de tanto abraçar Techerinha.

 

Techerinha se prepara para tomar a bola de Sócrates. O Doutor abandonou o futebol e foi ser apenas médico depois de ter sido humilhado pelo craque.

 

Raríssima foto colorida de Techerinha, durante um jogo no Japão, na província de Nin Ten Do.

 

 

.

 

 

 

jun 192012
 

 

 

Certa vez, durante uma excursão do JAC DA FLORESTA à Tchecolosváquia, o treinador Adauto de Sá Leite recebeu com surpresa um inusitado pedido de Techerinha: “Num tô passando bem, comi dimais e perciso jogá o jogo di hoji no gol”.

Realmente o craque havia exagerado. Encantando pela belezas da terra, Techerinha passara a noite entre tchecas e eslovacas, introduzindo a cultura do glu-glu na Europa Oriental. Tantas foram as introduções que fôlego do nosso herói acabou.

O problema é que o elenco do time estava reduzido naquela oportunidade – uma das kombis que levava a delegação perdeu-se entre Boriskasoy e Prochaska e não conseguiu encontrar o caminho de volta – então o treinador não teria outro jeito senão colocar o goleiro Zé Banha no lugar de Techerinha.

O folclórico Zé Banha era daqueles que foram jogar debaixo das traves porque eram muito ruins com a bola no pé. Na verdade, até com as mãos ele era um horror, mas conseguiu um lugar no time graças ao seu tamanho avantajado, que literalmente fechava o gol.

Na hora do jogo todos no estádio ficaram chocados quando as equipes entraram em campo. O craque do time veio usando o fardamento número 1, enquanto Zé Banha sorria vestindo a sagrada camisa número 9 marrom-grená-violeta-cajá do JAC DA FLORESTA. O uniforme estava tão justo no corpo do atacante improvisado que a barriga ficava quase toda de fora, proporcionando aos presente uma visão aterradora – os traumas causados a quem viu aquele umbigo infernal duraram mais que o regime comunista.

Apesar da desconfiança geral, Techerinha tinha tudo sobre controle, e já no começo da partida mandou que o Zé se colocasse na entrada da área do adversário. O craque então dominou a bola, mediu o vento, calculou a trajetória e mandou do próprio campo um poderoso chute, que bateu na barriga do rotundo atacante, desviou sua trajetória para enganar o goleiro rival e entrou no gol.

E assim foi durante todo o jogo: o time recuava para Techerinha, ele mirava no grande ponto de referência que era o Zé Banha, a bola desviava e o JAC comemorava o gol. Para qualquer um poderia ser difícil calcular a força e o ângulo de cada chute em relação à meta adversária, mas para Techerinha era tranquilo porque, além de craque da bola, ele era mestre do bilhar, da biriba e do bilboquê.

Zé Banha fez tantos gols naquela tarde que, apesar de sair de campo todo marcado, largou sua carreira de goleiro para jogar sempre no ataque.Infelizmente, a última vez que frequentou os noticiários foi em razão de ter sido flagrado com três travestis num motel. Coisa típica de atacante gordo.

 

abr 142012
 

 

 

O JAC DA FLORESTA estava em turnê pelo Canadá quando fez uma apresentação em Cudemonde, pequena cidade ao norte do país, na gelada e pouco conhecida região conhecida como Putek’ Paryll.

 Depois de mais uma sensacional goleada do time de Techerinha, contudo, houve um grande mal entendido com a autoridade local. Desacostumado com a refinada arte dos nossos craques, o prefeito da cidade, que era muito conhecida pela tradição no hóquei no gelo, ficou indignado com aquilo que lhe pareceu uma humilhação com seu time de futebol, e foi tomar satisfações com o nosso herói.

O prefeito disse um monte de barbaridades a Techerinha, que não entendeu nada e ainda achou que estava sendo reverenciado. Foi então que o administrador da cidade disse:

  Je vous mets au défi à relever dans le hockey!

 Techerinha, que não era de negar nada a ninguém, então respondeu:

 – Ok? Ok!

O prefeito ficou radiante:

 Donc nous allons jouer au hockey!

 – Ok! – disse o craque todo sorridente também.

 Assim, Techerinha, que era analfabeto em português, confundiu ok com hockey e acabou por aceitar um desafio para jogar hóquei contra o prefeito da cidade, demonstrando que apesar de craque era umabesta completa em várias línguas diferentes.

Na hora da partida o jogador adversário chegou todo paramentado, mas Techerinha não se intimidou e ainda dispensou o taco que lhe foi oferecido. “Vô jogá cum meu própri equipamento”, disse o craque.

 Quando então começou o jogo o nosso herói tirou para fora sua descomunal bengala, e com maestria e habilidade passou a jogar como se fora nascido no gelo. Em poucos minutos ele já tinha feito tantos gols que o prefeito desistiu da partida e saiu aos prantos pelas montanhas nevadas, não tendo sido nunca mais encontrado.

 Techerinha foi ovacionado por todos, mas seus companheiros de JAC DA FLORESTA estavam intrigados com a destreza demonstrada sobre os patins.

 – Techerinha, aonde você aprendeu a patinar assim? Em Jacareí não neva, e isso é difícil pra caramba!

 – É dificer, é? Num sabia não! – e ao terminar a frase Techerinha caiu de bunda no chão. Para sair do ringue nosso herói teve que ser amparado pelos colegas, pois não não conseguia mais ficar de pé sobre os patins.

 Techerinha mais uma vez vencera graças a sua incomparável habilidade esportiva, seu absurdo dote genital e à sua abissal ignorância sobre tudo.

mar 012012
 

 

Techerinha sempre jogou pelo JAC DA FLORESTA, com exceção de algumas partidas beneficentes que fazia pelo mundo para distribuir solidariedade e divulgar os conceitos práticos e teóricos do glu-glu. Apesar de profissional, jamais dispensava uma pelada e quanto mais isso fosse literal, melhor.

Certa vez, contudo, nosso herói quase deixou a paradisíaca terra natal para ir jogar no exterior. Ele já estava no final de sua gloriosa carreira e muitos amigos o aconselhavam a ir ganhar dinheiro no estrangeiro, como Pelé fizera anos antes.

Mas Techerinha não estava decadente quanto o ex-santista e não queria jogar num time de mentira num lugar aonde o futebol não era mais que uma farsa.

É preciso deixar claro: se Pelé merece crédito por alguma coisa, foi por ter sido um dos precursores do showbol: com a carreira praticamente acabada, foi se exibir em gramados sintéticos, com outros jogadores semi-aposentados, em times inventados. O tal do Cosmos, por exemplo, não tinha passado algum e hoje nem existe mais. Era um Grêmio Barueri de Nova Iorque, nada mais que isso.

Techerinha só aceitou propostas que vieram de times tradicionais, e no final brigavam pelo passe do craque os históricos Barcelona e Arsenal (Barcelona de Quayaquil e Arsenal de Sarandí, é certo, mas ainda assim mais tradicionais que o Cosmos).

A notícia de uma possível saída do mestre do absurdo inflamou os ânimos. Os fãs então organizaram e os movimentos “Fica, Techerinha” e “Num vai embora, zé ruela!” tomaram as ruas da cidade. O gênio ficaria sensibilizado com as centenas de milhares de cartas que lhe enviaram, caso soubesse ler.

Como estava na dúvida entre qual time escolher, o craque decidiu se informar sobre as cidades envolvidas, e ao final optou por não sair do JAC DA FLORESTA. Ao ser perguntado sobre os critérios utilizados, o craque foi enfático: “Cumé qui vô morá numa cidade qui num tem bolinho caipira?”.

Ao contrário de Paris, que não conseguiu segurar Zidane, Jacareí manteve o seu maior craque graças a pujança de sua culinária.

 

 

 

jan 252012
 

 

 

Techerinha foi verdadeiro o melhor jogador de todos os tempos, mas os felizardos que integraram o time do JAC da Floresta ao lado do craque também merecem ser lembrados e reverenciados. Vamos agora citar os atletas que marcaram a história do futebol jogando do meio de campo daquele time inacreditável: Sem-Dedo, Lepra, Cotoco e Trofel.

Marco Aurélio Leite Sá Magalhães, o Sem-Dedo, começou sua carreira como lateral-direito, mas como não conseguia segurar a bola para fazer a cobrança de lateral foi jogar na meia direita. Rápido e inteligente, sua maior arma era o “chute de falso efeito” (ou “chute com defeito”, como chamava Techerinha), que consistia em chutar a bola como se estivesse batendo de três-dedos, fazendo o goleiro adversário esperar que a bola fizesse uma curva que não acontecia – e o pobre arqueiro era enganado porque a pelota seguia uma linha reta. Fato marcante em sua carreira foi a polêmica sobre um pênalti que teria cometido por ter posto a mão na bola, o que suscitou a dúvida na arbitragem internacional: uma pessoa que não tem dedos tem mão?

Lepra  era o apelido de  Wladimierz Leprachonitiviksndt. Veio jovem ao Brasil, fugindo da guerra na Virílya, vizinha da Chechênia. Nunca se acostumou com nosso hábito de tomar banhos diários e por isso exalava um cheiro horrível, como se fosse podre. Era um volante que sabia sair jogando, mas sofria muito com o calor tropical, que fazia sua pele se descamar um pouco a cada jogo. Lutador, encerrou sua carreira após ter literalmente suado sangue pelo time.

Leonardo Braulio Zaupa Coelho, o Cotoco, era um negro alto e forte, com físico de halterofilista, que surpreendia pela velocidade e vigor. O apelido foi dado por uma decepcionada ex-namorada que dizia que aquele negrão era grande em quase tudo. O jogador sempre se defendeu alegando que era maledicência dela, mas ele nunca dividia os vestiários com os colegas. Os mais próximos falavam que “Mindinho” também seria um bom apelido.

Outro grande craque era Sérgio Trofel, que apesar de ser um cavalheiro dentro de campo perdia a cabeça quando o chamavam de Troféu. Ele sempre gastava tempo demais explicando que a pronúncia de “tro-fel” é completamente diferente de “tro-féu”, e de tão irritado que ficou com as confusões e brincadeiras chegou até a mudar de nome: hoje o ex-atleta responde por Sérgio Tassa.

 

 

jan 172012
 

 

Techerinha foi o precursor da guerra das marcas de material esportivo. Seu nome foi muito disputado pelas duas gigantes da época: de um lado, a Conga usava como chamariz a alta tecnologia do plástico na soleira de seus calçados; de outro, a Bamba oferecia milhões de réis e a possibilidade de cadarços coloridos.

 O craque não era dado a frescuras, e por isso não se encantava com as propostas – “sou futebolista, não boiolista”, dizia ele, que só queria jogar bola, marcar gols e fazer glu-glu. Além disso, Techerinha era da paz e não gostava de ver ninguém brigando, mesmo que fossem duas poderosas empresas multinacionais. Para não ser injusto, jogava com um pé calçado com cada marca diferente.

Mas houve um dia que Jean Paul Freiderich Kiekeggard Heidegger, o roupeiro existencialista do JAC DA FLORESTA, esqueceu os calçados do mestre dos magos do futebol no Rérbi, que era nome do ônibus do time. Techerinha não se abateu, e num dos seus rompantes de geniosa genialidade pegou aquilo o que tinha a mão (linha, agulha, tesoura, um pedaço de lona, um pneu, um boticão, um cabo USB e um torno pneumático de entreeixos pivoltantes) e em menos de cinco minutos criou um novo tênis especial para praticar futebol.

 E assim nasceu o Kichute.

 

 

 

 

 

 

dez 172011
 

O JAC DA FLORESTA realizava a turnê JAC IN USSR quando foi jogar em Marakanansky, cidade ao sul de Moscou. Naquela pacata localidade havia sido construído um estádio para mais de trezentos mil espectadores, que não chegou a ser reconhecido como o maior do mundo por falta de um simples alvará dos bombeiros. Coisa típica da burocracia soviética.

Apesar de Techerinha ser muito admirado no outro lado da Cortina de Ferro, o jogo foi tenso. Durante toda a partida o craque foi vítima da violência do zagueiro Hailtovsky, o Piolho de Aprazivikovsky, que contava com a complacência do árbitro local.

Techerinha quase nunca perdia a calma – “Fico nelvoso quando fico sem fazer glu-glu, então nunca fico nelvoso” dizia o craque – mas naquela tarde ele se irritou com o Hailtovstky. O final do primeiro tempo tinha chegado e nosso herói marcara apenas 4 gols, o que era inadmissível!

No começo da segunda etapa então Techerinha carregou a bola até o meio de campo e parou, acenando para que Hailtovski viesse marcá-lo. Os jogadores se encararam e o estádio silenciou, como se estivessem todos presenciando um duelo sobre o campo gelado.

Ninguém ousou interceder, e os dois ficaram imóveis por longos minutos. Repentinamente, porém, Techerinha começou dar pedaladas sobre a bola – primeiro com o pé direito, depois com o esquerdo, e finalmente com os dois ao mesmo tempo, e isso desconcertou Hailtovsky. Techerinha então se aproveitou do vacilo do adversário e tocou na pelota com força para que acertasse o zagueiro bem no sakov (aquela parte dos russos que fica um palmo abaixo do umbigov).

O estádio, em uníssono, fez “uuuuhhhh!!!!”. Hailtovsky caiu em posição fetal, segurando os bagovs, e Techerinha retomou a bola, partindo em direção ao gol adversário. Nenhum jogador teve coragem  de marcá-lo – a única providência que tomaram foi proteger a balalaica com as mãos – e o craque caminhou calmamente até marcar mais um tento.

Dizem que aquele foi o maior “uuuuhhhh!!!!” já ouvido na história da Humanidade, mas o JAC DA FLORESTA não conseguiu homologar o recorde porque faltou um carimbo na quarta via do ofício requisitório padrão A-12. Coisa típica da burocracia brasileira.
nov 242011
 

A fama de Pelé era algo que não incomodava Techerinha pois ele sabia que jogava muito mais o santista.

Um dia, porém, o craque das ideias tortas ouviu alguém dizer que Pelé inventou a paradinha na cobrança de pênaltis, e isso o deixou muito irritado. O jogador do JAC DA FLORESTA já havia criado esse artifício muito antes, o qual chamava de interrompidinha.

Cansado de se imitado por aquele chamado de Rei, Techerinha então pensou em algo que jamais pudesse ser feito por nenhum outro, e foi numa fria noite em Estrasburgo que o craque pôs seu plano em ação.

O JAC DA FLORESTA fazia sua turnê mundial que ficou conhecida como The Jacaré Dundee Tour, e um pênalti foi marcardo a favor nos minutos finais da partida. Na hora da cobrança, Techerinha moveu-se lentamente para a bola, e com um movimento inusitado fez o gol da vitória, para espanto e protestos dos adversários.

Ocorreu que Techerinha utilizou-se do seu dom incomum para bater o pênalti: ao aproximar-se da bola ele tirou a jeba para fora e deu uma raquetada na pelota que quase furou as redes do adversário.

Criou-se uma celeuma então: gol de pinto vale? Na regra não há nada contra, argumentavam os brasileiros, mas o goleiro adversário disse enfaticamente: “Ora, se ele quer usar sua terceira perna pra bater pênalti tudo bem, o que não pode é bater na bola descalço!”.

O juiz estava pronto a aceitar essa tese quando Techerinha então lhe falou algumas palavras no ouvido. Dando razão ao craque, o árbitro correu ao meio de campo e validou o gol.

Não se sabe ao certo o que Techerinha disse ao apitador, mas na súmula que está arquivada no Supremo Tribunal Federal da Noruega consta que o craque foi o primeiro bater um pênalti DE CABEÇA.

 

nov 162011
 

Techerinha foi muito melhor do que Garrincha. E muito maior, também. Embora o craque das pernas tortas tenha fama de bem dotado, ele era um oriental quando comparado a Techerinha, que sempre soube tirar vantagem dessa sua exuberância em campo. Várias são as passagens pintorescas, digo, pitorescas, dentro e fora das quatro linhas, em razão desse outro talento.

Certa vez o Presidente do JAC DA FLORESTA, o Engenheiro Doutor Marco Assoni Lago, procurou Techerinha para tomar satisfações. Disse ele que alguns jogadores estavam incomodados com a curiosa forma pela qual o craque se masturbava no vestiário, depois de tomar banho. O Magnânimo deu risada e explicou, com seu jeito simples: “Não é nada disso, Seu Eng. Dr., eu não punheto, não! É que eu num acustumo com o tar de cotonéti, por isso uso a chapeleta pra secar os orvido!”.

Esse seu avantajamento era muito útil dentro de campo. Bastava um zagueiro encostar na marcação pra que o craque ameaçasse: “Hmmm, roça não qui créci!”. Era o suficente para fazer o adversário afastar-se, deixando-o livre para jogar como bem sabia.

nov 072011
 
Techerinha jogava de um jeito que o futebol parecia algo mágico, místico, sobrenatural.
O gênio gostava de inventar lances para surpreender as plateias pelo mundo. Fazia o difícil tornar-se fácil, o fácil virar impossível e o impossível ficar absurdo – não necessariamente nessa ordem.
Techerinha criou muitas novidades. O “bledri da acav”, por exemplo, era o famoso drible da vaca, mas ao contrário. A “redespucheta” era feita com o pé esquerdo, que passava sobre a bola no sentido transversal, enquanto o direito fazia um movimento de vem-e-vai sem sair do lugar. Com o “espanhola” o craque passava entre os adversários com a bola dominada no peito, e o “sacizinho” consistia em prender a pelota entre a panturrilha e a coxa posterior de uma perna e sair pulando entre os zagueiros com a outra. Mas o drible mais aguardado pelos fãs era o “sombrero mortal carpado”, pelo qual movia o corpo de tal forma que induzia o adversário a dar um salto acrobático por sobre a bola, estatelando-se no chão.
Dizem que Techerinha tinha dons de prestidigitador, e ele concordaria com isso se tivesse a menor ideia do que tal palavra significa.