mar 132014
 

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De repente você ouve uma música, acha fantástica, vai saber de quem é e descobre que é do Led Zeppelin.
Aí você sente vergonha por não conhecer o repertório de uma banda tão importante e a única coisa que resta a fazer é comprar todos os discos que encontrar.
Esta é a canção:

 

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Happiness, no longer sad
Happiness, I’m glad

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fev 112014
 

 

 

O comercial da Pirelli acima é de 1991, e traz a dupla de pilotos Nelson Piquet e Roberto Pupo Moreno, que salvo engano protagonizou pela Benetton a última dobradinha brasileira na Fórmula 1.

A música chama-se Il Mondo, e é cantada por Jimmy Fontana. Minha mãe tinha essa canção em um LP compacto em casa.

Nas décadas de 60 e 70 músicas estrangeiras não faladas em inglês faziam muito sucesso no Brasil, mas isso se perdeu com o tempo. Hoje tenho muita dificuldade (na verdade, preconceito mesmo) para ouvir canções em francês ou italiano – mostra de que o empobrecimento cultural começou já na minha geração.

A música na íntegra:

 

 

jan 082014
 

 

007-skyfall-daniel-craig

 

Eu nunca fui muito fã do 007 – deixei de acompanhar a série desde os horríveis filmes com Roger Moore e não assisti nenhum com Timothy Dalton ou Pierce Brosnan – mas resolvi dar uma nova chance ao herói e vi toda essa nova leva começada com “Cassino Royale”.

Aquelas perseguições só possíveis a James Bond continuam, assim como as traquitanas e as mulheres, mas os três filmes mais recentes atualizaram bem o personagem. E o último (o melhor dessa trilogia) consolida a transição do agente secreto para a fase moderna – não à toa, o embate entre o velho e o novo é um dos principais temas de “Operação Skyfall”.

E o vilão de “Skyfall” é também o melhor dos últimos três, lembrando muitas vezes o Coringa de “O Cavaleiro das Trevas”.

 

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steven_liv_tyler_001_051108

 

Outro que nunca esteve entre os meus favoritos é o Aerosmith. Conheço pouco da banda – só os hits, na verdade – mas algumas de suas músicas são realmente muito boas. Pensei nisso porque enquanto escrevo ouço “Amazing” e, para variar, comecei a balançar a cabeça no solo de guitarra no final da canção.

O Aerosmith tem contra si o fato de ter inspirado muitas bandas-farofa, mas são ótimos músicos e Steve Tyler é um dos melhores vocalistas do rock. E é o pai da Liv, pelo que sempre merecerá meu agradecimento.

 

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ozymandias

 

Eu já achava que não me seria uma boa a ideia de fazer novas histórias com os personagens de Watchmen, mas ainda assim resolvi arriscar e comprei o episódio da série “Antes de Watchmen” protagonizado por Ozymandias. Escolhi essa edição por achar o alter ego de AdrianVeidt um dos mais complexos heróis da história original, justamente por se tornado – spoiler! – o vilão da trama.

Pois minha previsão estava certa: a “autobiografia” daquele que se tornou Ozymandias é um amontoado de clichês que não faz jus à criação de Alan Moore. Para mim, a grande sacada de Watchmen foi partir da ideia que uma pessoa que veste uma máscara para sair por aí batendo nos outros, a pretexto de estar combatendo o crime, é figura com sérios problemas – pois o Veidt da história não passa de uma cara metido a besta que decidiu salvar o mundo porque achou que deveria.

Nem a justificativa para ter se tornado um mascarado é boa. Ele passou a combater o crime para vingar a perda de uma namorada – oh! – mas passa a história inteira sem convencer de que era realmente chegado 😐 .

Quando é mais fácil acreditar nas peripécias de um filme do 007 do que em uma história em quadrinhos é porque algo deu muito errado…

 

 

jul 102013
 

 

Mellon_Collie_and_the_Infinite_Sadness

 

Tonight, Tonight é uma boa música do álbum Mellon Collie And The Infinite Sadness, gravado pelos Smashing Pumpkins em 1995.

Seu clipe homenageia o cineasta francês George Meliès, que é o mesmo mostrado em A Invenção de Hugo Cabret (um filme mediano, diga-se).

Lembrei-me dessa canção porque às vezes é necessário acreditar na urgência do agora.

 

 

Believe in me as I believe in you…
Tonight…
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maio 212013
 

 

 

Teclados no rock são sempre complicados, se não souber usar fica uma nheca. Mas poucos riffs são tão conhecidos quanto os de Light My Fire, cujo autor, Ray Manzarek, faleceu ontem.

Uma versão compacta, pelo próprio The Doors. Certinha para ver na televisão:

 

Os teclados aparecem mais nesta versão extendida, também tocada pelo The Doors, com o Jim Morrison muy loco. Certinha pra viajar:

 

Meus pais tinham um compacto em casa com esta versão de José Feliciano, que não tem teclados por ser acústica, mas é bacana:

 

E para desacreditar da vida, Bye que bye bye bye, por Angélica:

 

The time to hesitate is through
No time to wallow in the mire
Try now we can only lose
And our love become a funeral pyre

Come on baby, light my fire

 

maio 092013
 

 

 

Milhares de músicas ficam guardadas no pendrive, inertes, esperando a sua vez, até que repentinamente uma que há muito não se ouvia rompe os auto-falantes e faz tudo dentro do carro parar.

 

 

This is a ballad for the good times
And all the dignity we had
Don’t get het up on the evil things
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fev 202013
 

 

 

 

blur out of time

 

“Onde está a canção de amor que vai nos libertar?”

Essa pergunta quem faz é o Blur, no primeiro verso de “Out of Time”, uma ótima canção na qual eles falam sobre a sensação de estar em descompasso, fora do seu próprio tempo.

É como me sinto às vezes quando tento ouvir uma rádio FM.

Isso de ficar comparando os artistas “da minha época” com os de “hoje em dia” é uma coisa chata, que na maioria das vezes apenas serve para demonstrar a idade avançada de quem usa desse argumento. Como eu disse outro dia, tem muita coisa bacana sendo feita por aí, o problema é que o que tem sido divulgado realmente não merece atenção.

O que ouço nas rádios me faz acreditar que a música não tem mais a importância para a vida das pessoas que tinha antes. “Só exite música para que existam novos ringtones”, como disseram os Artic Monkeys em “A Certain Romance”.

Não sei se é causa ou efeito, mas nesses tempos de excesso de informação parece não há disposição para pegar um álbum e ouví-lo todo, como uma obra que tem começo, meio e fim, e daí tirar aquele grande momento, aquela sacada que pode marcar a vida de uma pessoa. A música que faz sucesso é aquela fácil, extremamente fácil, que só serve para dançar, pois as pessoas não querem tentar entender as entrelinhas do que é dito em uma canção (outro dia ouvi de um colega mais novo que ele não gostava de Legião Urbana pois era necessário pensar demais…)

Mas se os Artic Monkeys, que são mais novos do que eu, já reclamam da falta de romance nos dias de hoje, o que posso esperar? As músicas novas que ouço são esquecíveis, deletáveis, para consumo imediato – como muitos hoje acham que devem ser os relacionamentos.

Comecei este texto na verdade para falar de “Tempo Perdido”, a qual talvez seja a grande música da minha geração, mas a história mudou de rumo e essa conversa agora ficou para a um outro dia. Mas acho que cabe ainda perguntar: de que música recente nós vamos nos lembrar daqui a vinte anos?

Ou: de quem vamos nos lembrar daqui a vinte anos quando ouvirmos certas canções?

 

Clique e ouça Out of time:

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Clique e ouça A Certain Romance:

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fev 102013
 

 

Já que no post anterior o Vovô Sapienza mencionou a canção, vale a pena lembrar desse grande hit que fez parte da trilha de A Dama de Vermelho, um dos filmes que mais vi na vida.

 

 

Gilberto Gil conseguiu o que é raríssimo: fez uma bela versão em português, sem macular a canção original:

 

 

And I mean it from the bottom of my heart…