jul 122013
 

 

Existem algumas lacunas em minha formação musical que vão além da assumida ignorância em relação a Bob Dylan.

O CLUBE DA ESQUINA foi um álbum que sempre desprezei, muito por causa dos meus tempos de Mocidade Espírita. Nos encontros dessa turma os mais velhos rejeitavam o que fosse mais moderno, e quase sempre o que se ouvia era Milton, Lô Borges, Beto Guedes, Flávio Venturini, etc. Como o que eu gostava “era errado”, e o “certo” era gostar de O Trem Azul e Planeta Sonho, acabei associando esse som à caretice.

Por sorte as coisas mudam, e outro dia vi numa banca de jornais O  CLUBE DA ESQUINA à venda, que tinha sido lançado pelo Estadão anos atrás como parte de uma coleção chamada Grande Discoteca Brasileira.

O GIRASSOL DA COR DO SEU CABELO é desse disco, e a versão original é cantada por Lô Borges:

 

Os gaúchos do Nenhum de Nós  não fizeram feio ao tocar uma versão acústica:

 

O Ira! gravou esta canção com Samuel Rosa para o disco “Isso é Amor”, dando uma pegada mais rock:

 

A americana Mia Doi Todd fez uma versão ensolarada, com um sotaque sexy, para o projeto Red+Hot+Rio:

 

Como vai você?
Você vem?
Ou será que é tarde demais?
(O meu pensamento tem a cor de seu vestido
Ou um girassol que tem a cor de seu cabelo?)

 

out 272012
 

 

Eu já contei que quando cheguei em Franca fiquei quase um mês na casa do Adolfo, antes de montarmos a república.

Embora eu tenha sido extremamente bem tratado lá, os primeiros dias em uma cidade estranha não foram muito fáceis. Eu ainda não tinha amigos na faculdade e todos na casa do Adolfo trabalhavam, então eu passava o dia todo sozinho.

Uma tarde eu estava mexendo nos LPs do meu anfitrião e encontrei um disco com essa música que tem a frase “Essa casa não é minha e nem é meu esse lugar”. Os primeiros dias de minha travessia em Franca ficaram marcados por Milton Nascimento.

Lembrei dessa canção nesses últimos dias, que em sua versão original é sem dúvida alguma uma das mais belas da MPB:

 

 

Elis Regina também cantou Travessia, e a sua interpretação adicionou uma carga maior de drama e tristeza:

 

 

E até a islandesa Bjork gravou uma versão, cheia de sotaque e simpatia:

 

 

Vou seguindo pela vida…