nov 072011
 
Techerinha jogava de um jeito que o futebol parecia algo mágico, místico, sobrenatural.
O gênio gostava de inventar lances para surpreender as plateias pelo mundo. Fazia o difícil tornar-se fácil, o fácil virar impossível e o impossível ficar absurdo – não necessariamente nessa ordem.
Techerinha criou muitas novidades. O “bledri da acav”, por exemplo, era o famoso drible da vaca, mas ao contrário. A “redespucheta” era feita com o pé esquerdo, que passava sobre a bola no sentido transversal, enquanto o direito fazia um movimento de vem-e-vai sem sair do lugar. Com o “espanhola” o craque passava entre os adversários com a bola dominada no peito, e o “sacizinho” consistia em prender a pelota entre a panturrilha e a coxa posterior de uma perna e sair pulando entre os zagueiros com a outra. Mas o drible mais aguardado pelos fãs era o “sombrero mortal carpado”, pelo qual movia o corpo de tal forma que induzia o adversário a dar um salto acrobático por sobre a bola, estatelando-se no chão.
Dizem que Techerinha tinha dons de prestidigitador, e ele concordaria com isso se tivesse a menor ideia do que tal palavra significa.