jan 172012
 

 

Techerinha foi o precursor da guerra das marcas de material esportivo. Seu nome foi muito disputado pelas duas gigantes da época: de um lado, a Conga usava como chamariz a alta tecnologia do plástico na soleira de seus calçados; de outro, a Bamba oferecia milhões de réis e a possibilidade de cadarços coloridos.

 O craque não era dado a frescuras, e por isso não se encantava com as propostas – “sou futebolista, não boiolista”, dizia ele, que só queria jogar bola, marcar gols e fazer glu-glu. Além disso, Techerinha era da paz e não gostava de ver ninguém brigando, mesmo que fossem duas poderosas empresas multinacionais. Para não ser injusto, jogava com um pé calçado com cada marca diferente.

Mas houve um dia que Jean Paul Freiderich Kiekeggard Heidegger, o roupeiro existencialista do JAC DA FLORESTA, esqueceu os calçados do mestre dos magos do futebol no Rérbi, que era nome do ônibus do time. Techerinha não se abateu, e num dos seus rompantes de geniosa genialidade pegou aquilo o que tinha a mão (linha, agulha, tesoura, um pedaço de lona, um pneu, um boticão, um cabo USB e um torno pneumático de entreeixos pivoltantes) e em menos de cinco minutos criou um novo tênis especial para praticar futebol.

 E assim nasceu o Kichute.