jun 062013
 

 

O turista do World Trade Center hoax

 

Ficou indignado com o projeto de benefício em dinheiro do governo para as prostitutas?

Teve raiva quando soube que esse mesmo governo paga R$ 1300,00 para os presos, por dependente?

Ficou admirado com o fato de engenheiros do Exército terem concluído uma obra antes do prazo, e ainda devolveram R$ 130.000.000,00 aos cofres públicos?

Achou um absurdo que os militantes do MST tenham saqueado os ovos das tartarugas que foram se reproduzir no rio Solimões?

Ficará mais aliviado se eu te disser que tudo isso é mentira?

O que me espanta é que, embora os hoax (termo utilizado para os embustes, notícias falsas e pegadinhas que circulam pela internet) sejam tão antigos quanto a própria rede, as pessoas ainda não criaram o hábito de investigar se aquilo que recebem é verdade. E muita gente acha que o fato de ter visto algo em um email, no “Face” ou mesmo num blog qualquer é suficiente para confiar na veracidade da informação.

Dois ou três cliques bastam para desmascarar quase todas as papagaiadas que são compartilhadas, mas nem mesmo quando “notícia” cita como origem uma fonte séria as pessoas costumam verificar se há algo sobre aquilo no site referenciado. É mais fácil e cômodo ficar indignado e passar a lorota para frente do que analisar seu conteúdo.

O maior problema é que existem bobalhões que espalham os boatos porque acham isso engraçado, mas cresceu muito o uso da mentira eletrônica para manipulação política. Com a aproximação das eleições de 2014 isso só vai piorar, e histórias falsas serão contadas por simpatizantes da oposição e da situação de todos os níveis para induzir a erro os eleitores.

Temos então que a internet é muito legal, mas o hábito de duvidar de tudo o que se vê aqui é algo saudável e deve ser praticado. Por tal motivo, nosso blog aderiu ao projeto do governo para disseminação do ceticismo na web, que dará um celular smartphone Galaxy 5 da Motorola a todos os leitores assim que chegarmos a um milhão de pageviews.

É por isso que peço que compartilhe este post! 😉

 

 

maio 132013
 

 

televisor national

 

Quando eu era criança, às vezes era necessário esperar a válvula aquecer para surgissem as imagens no nosso televisor. As transmissões em VHF daquela época não disponibilizavam muitas opções de canais, e tvs à cores ainda eram um certo luxo.

Era muito comum que as pessoas tivessem ainda televisores em preto e branco, e alguns modelos ressaltavam sua nitidez com um vidro azul que cobria toda a tela.

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O primeiro controle remoto que vi foi na casa de um vizinho, e o aparelho consistia numa uma caixinha quadrada, com um único botão redondo no meio, que quando acionado fazia pular para o próximo canal. Nada  ligar ou desligar a tv, alterar o volume, ajustar a imagem, etc.

Ah, o controle era ligado à tv por um fio de cerca de 2 metros de extensão.

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disquete flexivel

 

Certa vez aconteceu no Trianon Clube uma exposição de computadores, e lá foram apresentados os mais modernos hardwares e softwares da época.

As máquinas mais avançadas usavam disquetes flexíveis de 5″1/4, mas em outras os softwares eram carregados por fitas cassete, através de gravadores portáveis ligados aos pc’s. Lembro de ter ficado um tempão esperando um programa iniciar até que no monitor de fósforo verde apareceu uma animação pixelada de um alienígena dançando – e isso era tudo o que aquele treco fazia.

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Acho que joguei videogame pela primeira vez na casa do Robson, que foi o dono do único console Odyssey que conheci.

Nosso preferido era o game Senhor das Trevas, que apesar do nome sinistro era um jogo simples em que um canhão deveria destruir as frotas de naves que vinham atacá-lo. No vídeo abaixo podemos ver a face monstruosa do tal Senhor das Trevas, e avaliar todo o poderio gráfico e sonoro daquela máquina:

 

 

Mas o console que virou febre foi o Atari. Eu e meu irmão ganhamos o primeiro videogame da nossa rua, então era comum que estivéssemos jogando e no portão se juntasse uma molecada reclamando: “Pô, sacanagem, eles tão jogando e nem chamaram a gente!”.

O Atari tinha como principal vantagem o vasto catálogo de jogos, e todos se lembram do Pitfall (que acompanhava o console), do Enduro, do River Raid, do Hero e do Decathlon – deste último principalmente porque para jogá-lo era necessário movimentar o joystick freneticamente, o que sempre danificava os controles.

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No dia em que minha irmã nasceu fui com meu pai e meu irmão à casa do Tio Ló para conhecer o videocassete, novidade trazida do Paraguai da qual já tinha ouvido falar na escola. Depois de demonstrados todos os recursos daquele aparelho (que até gravava a televisão!), nos sentamos para ver Os Goonies e o desenho Os Doze Trabalhos de Asterix, cuja dublagem que não correspondia aos movimentos das bocas dos personagens.

 

panasonic g9

 

Quando meu pai adquiriu o seu aparelho, um G9 da Panasonic, fizemos uma sessão em casa para ver Rocky III. Naquela época as videolocadoras disponibilizam as fitas “seladas” (com selo de originalidade, de lançamento oficial) e as piratas, copiadas de outras fitas ou gravadas dentro do próprio cinema.

Nunca conheci alguém que possuísse um Betamax.

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Eu estava na biblioteca da faculdade com o Eduardo Bordini quando instalaram o primeiro computador com CD-ROM. Como ninguém sabia mexer naquilo, o pessoal deixou que nós fuçássemos à vontade, e por ironia um dos cd’s trazia uma versão atualizada de Pitfall, justamente aquele game que tanto joguei na minha infância.

Ficamos eu e o Bordini jogando por bastante tempo até que alguém se deu conta que a biblioteca não era lugar para aquilo.

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altavista

 

Foi também na faculdade que tive contato com a internet pela primeira vez.

Naquela época, para “surfar” na rede você tinha que conhecer os endereços que queria visitar, pois os serviços de busca mais utilizados (o Altavista e o nacional Cadê) não eram tão eficientes. Além disso, as conexões discadas com até 56k  de velocidade exigiam certa paciência para abrir telas que fossem um pouco mais ornamentadas, e era necessário saber um pouco de inglês para aproveitar já que o conteúdo em português era muito limitado.

Uma das primeiras coisas que fiz foi criar um endereço no Zipmail, mas acho que nunca recebi um email por aquele serviço.

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O mundo era bem diferente há (não tão) pouco tempo…*

 

*corrigido

 

 

 

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