nov 242011
 

A fama de Pelé era algo que não incomodava Techerinha pois ele sabia que jogava muito mais o santista.

Um dia, porém, o craque das ideias tortas ouviu alguém dizer que Pelé inventou a paradinha na cobrança de pênaltis, e isso o deixou muito irritado. O jogador do JAC DA FLORESTA já havia criado esse artifício muito antes, o qual chamava de interrompidinha.

Cansado de se imitado por aquele chamado de Rei, Techerinha então pensou em algo que jamais pudesse ser feito por nenhum outro, e foi numa fria noite em Estrasburgo que o craque pôs seu plano em ação.

O JAC DA FLORESTA fazia sua turnê mundial que ficou conhecida como The Jacaré Dundee Tour, e um pênalti foi marcardo a favor nos minutos finais da partida. Na hora da cobrança, Techerinha moveu-se lentamente para a bola, e com um movimento inusitado fez o gol da vitória, para espanto e protestos dos adversários.

Ocorreu que Techerinha utilizou-se do seu dom incomum para bater o pênalti: ao aproximar-se da bola ele tirou a jeba para fora e deu uma raquetada na pelota que quase furou as redes do adversário.

Criou-se uma celeuma então: gol de pinto vale? Na regra não há nada contra, argumentavam os brasileiros, mas o goleiro adversário disse enfaticamente: “Ora, se ele quer usar sua terceira perna pra bater pênalti tudo bem, o que não pode é bater na bola descalço!”.

O juiz estava pronto a aceitar essa tese quando Techerinha então lhe falou algumas palavras no ouvido. Dando razão ao craque, o árbitro correu ao meio de campo e validou o gol.

Não se sabe ao certo o que Techerinha disse ao apitador, mas na súmula que está arquivada no Supremo Tribunal Federal da Noruega consta que o craque foi o primeiro bater um pênalti DE CABEÇA.

 

nov 162011
 

Techerinha foi muito melhor do que Garrincha. E muito maior, também. Embora o craque das pernas tortas tenha fama de bem dotado, ele era um oriental quando comparado a Techerinha, que sempre soube tirar vantagem dessa sua exuberância em campo. Várias são as passagens pintorescas, digo, pitorescas, dentro e fora das quatro linhas, em razão desse outro talento.

Certa vez o Presidente do JAC DA FLORESTA, o Engenheiro Doutor Marco Assoni Lago, procurou Techerinha para tomar satisfações. Disse ele que alguns jogadores estavam incomodados com a curiosa forma pela qual o craque se masturbava no vestiário, depois de tomar banho. O Magnânimo deu risada e explicou, com seu jeito simples: “Não é nada disso, Seu Eng. Dr., eu não punheto, não! É que eu num acustumo com o tar de cotonéti, por isso uso a chapeleta pra secar os orvido!”.

Esse seu avantajamento era muito útil dentro de campo. Bastava um zagueiro encostar na marcação pra que o craque ameaçasse: “Hmmm, roça não qui créci!”. Era o suficente para fazer o adversário afastar-se, deixando-o livre para jogar como bem sabia.