nov 042013
 

 

 

Elysium-Wagner-Moura-05abr2013-01

 

O cretino colunista da Veja não gostou de Elysium pois achou que este é um filme de ideias comunistas.

Para o colunista cretino, é injusto que o filme mostre como vilões insensíveis os ricos que moram em uma colônia espacial, curtindo benesses exclusivas, completamente isolados do pobres que continuam habitando a Terra. Eles estão ali porque mereceram, ora bolas!

O que não passou pela cabeça do cretino colunista é que o filme é sobre o presente, tempo em que os ricos se escondem nos condomínios cada vez mais luxuosos e de muros mais altos. Esse afastamento social já começou a cobrar o seu preço, mas esperar um pouco de reflexão de um colunista de uma revista cretina é querer demais.

Elysium chama a atenção por ter Wagner Moura em um papel importante,  mas não é um filme bom, nem ruim. Seu problema é justamente estabelecer premissas interessantes mas resolvê-las da forma mais usual, abusando dos clichês de filmes de ação.

Ainda que não seja tudo o que promete, vale muito mais gastar seu dinheiro com o ingresso do filme que para comprar as cretinices publicadas pela Veja.

 

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O Exterminador do Futuro 4 - A Salvação

 

Já tem uns dois anos que saiu, mas eu não tinha visto ainda: O Exterminador do Futuro: A Salvação.

O primeiro Exterminador do Futuro é um dos grandes filmes de ficção científica de todos os tempos, e o segundo é muito bacana também, com efeitos especiais que marcaram época. Já o terceiro é uma xaropada enorme, e creio que foi por desgostar tanto desse filme que não me animei para ver o último, que tem a função de iniciar uma nova trilogia.

E esse quarto filme também foi uma decepção. A partir do meio a história fica sem sentido, e o final é de uma pieguice deprimente (se você não viu ainda, aviso que vou mandar spoiler): o robô/homem/vilão/bonzinho decide doar seu coração para John Connor, pois afinal todo mundo merece uma segunda chance.

Aff…

Com esse filme ruim o Exterminador do Futuro já queimou sua segunda chance de me manter interessado pela franquia.

 

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gravidade filme

 

O melhor filme de ficção que vi recentemente é Gravidade.

Cotado como um dos melhores filmes de 2013 e colocado na condição de favorito ao Oscar, trata-se de uma obra marcante, não só pela boa história, mas também pelas belíssimas imagens que proporciona e pelos ótimos efeitos especiais (altamente recomendado que seja visto em uma sala 3D).

O enredo é simples: dois astronautas ficam à deriva no espaço depois que uma chuva de detritos atinge sua nave espacial, e a luta pela sobrevivência traz algumas considerações bem interessantes sobre morte, motivações, renascimento, etc.

O filme proporciona ainda ótimos momentos de ação e apreensão, mas acho que o colunista cretino da revista cretina também não deve ter gostado, afinal, é mostrada uma estação espacial chinesa, e como a China é comunista…

 

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jun 262013
 

 

Vi três filmes no final de semana. Sobre dois eu já tinha falado, ainda indiretamente, neste post aqui, mas ainda não tinha assistido as continuações de Sherlock Holmes e Star Trek.

 

Moriarty

 

Sherlock Holmes – O Jogo das Sombras, é muito movimentado e tem cenas de ação bem feitas, mas o resultado não tem nada a ver com o personagem original. Se no primeiro filme ainda era possível vislumbrar algo do detetive inglês, neste último é possível trocar o nome do protagonista por qualquer outro (Jason Borne, Doug Quaid, Angus McGyver, etc) que isso não trará qualquer impacto ao enredo.

Salvo engano, nenhum mistério foi esclarecido durante o filme – desde o início o herói já sabia quem era o responsável pela conspiração e as descobertas que faz não têm nada de excepcionais. E por incrível que pareça, Sherlock ainda deixa de desconfiar de algo relevante, que é o sumiço de sua própria parceira romântica.

É um filme ruim? Não, vale a pipoca. Mas não é um filme do Sherlock Holmes que eu esperava ver.

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John Harrison

 

Já o ator que faz o Sherlock da BBC participa como o vilão de um filme melhor, que é o Star Trek – Além da Escuridão.

Não me empoguei com o primeiro filme dessa nova saga, mas mudei de opinião depois de revê-lo, passando a achá-lo simpático. Este segundo episódio é melhor, e os personagens estão mais bem construídos e bacanas (era difícil acreditar que aquele Kirk tão babaquinha poderia se tornar um capitão da Frota Estelar, mas neste filme ele evoluiu).

A grande diferença de Star Trek para Sherlock Holmes é justamente o respeito à iconografia. Algumas alterações foram feitas, é verdade, mas não são nada que ofenda os fãs (pelo menos os não-xiitas). Por outro lado, mesmo quem não conhece as referências gosta e compreende o que está ocorrendo.

Tá certo que o roteiro também não é nada de outro mundo (hmm, fraca essa), mas atualização da saga foi além dos efeitos especiais e não descaracterizou o original, ao contrário do que houve com o pobre detetive inglês.

E no embate dos dois antagonistas, o de Star Trek também se sai melhor. O “John Harrison ” causa muito mais impacto que o Moriarty.

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Um alienígena qualquer

 

 Invasão do Mundo: A Batalha de Los Angeles é mais um filme sobre a Terra sendo invadida por alienígenas.

Como os americanos não enxergam neste planeta um adversário que seja capaz de enfrentá-los, o negócio é trazer os caras maus do espaço. Mas não tem jeito, para azar dos invasores o exército estadunidense está sempre pronto para nos salvar e ensinar ao resto do mundo como é que se faz.

Cheios de clichês, trata-se  é um filme ruim com cenas de batalha bem feitas, que traz aliens vilões que não nos livram do tédio de ver a apologia aos mariners de sempre.