mar 282012
 

 

 

Sarney e eu continuamos a nos falar nas vezes em que nos encontramos. Sarney, homem extremamente educado, me tratando com o respeito que me deve, eu, mais bem educado do que ele, o tratando com a ironia devida.

A frase acima está na introdução de Millôr às suas notas sobre “Brejal dos Guajas”, escrito por José Sarney. O mestre dissecou e destroçou o livro praticamente linha por linha, num texto excepcional, que serve como um pequeníssimo exemplo de sua obra.

A perda de Chico Anysio e de Millôr numa mesma semana é uma verdadeira tragédia. Eram dois gênios, não há outra palavra para descrevê-los, e dá até medo quando penso no que restou.

Que este mês de março acabe logo.

 

 

mar 232012
 

 

 

É difícil falar de alguém que morreu sem ser piegas, ainda mais se era uma pessoa que você admirava.

Talvez seja justo dizer que se Chico Anysio fosse americano ou inglês a sua genialidade hoje seria reverenciada pelo mundo todo, mas ele e seus personagens eram tão brasileiros que é impossível imaginar sua obra em outro contexto.

Num país com tanta piada pronta, só faz sucesso por mais de 60 anos quem é especial.

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Um navio japonês afundado na Segunda Guerra Mundial é retirado do fundo do oceano e transformado em nave espacial, isso para salvar a Terra da extinção em 2199.

Absurdo? Certamente. Mas não interessa: é mais fácil convencer que a premissa da série é verossímil do que explicar a sensação de rever aqueles episódios que eu assisti faz alguns anos no Clube da Criança, apresentado pela Xuxa, na TV Manchete.

Adquiri numa lojinha da Liberdade as duas primeiras temporadas da Patrulha Estelar, na versão original japonesa (a americana tinha cortes), com legendas. Em breve voltarei para buscar a terceira saga.

 

 

Mais sobre a Patrula Estelar no Wikipedia.