dez 312014
 

 

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Uma certa revista semanal estampou na capa que 2014 foi “o ano que pagamos mico”. Como eu não leio e não vejo essa revista, queria acreditar que a matéria seja um exercício de autocrítica dos editores, afinal, neste ano eles inventaram notícias, pregaram o caos na Copa, tentaram influenciar nas eleições e sustentaram a candidatura de um senador que o ranking que eles mesmos criaram aponta como o pior parlamentar do país.

Mas é claro que empáfia não permitiria uma autoanálise desse tipo, então no final das contas quem pagou o mico, literalmente, foi quem comprou cada edição dessa joça neste ano.

Não há como negar, todavia, que 2014 foi um ano estranho. Para mim foi muito bom em termos pessoais, com as vitórias batendo as derrotas por uma margem respeitável. Já em nível coletivo, temos muito o que pensar em 2015.

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Foram muitos os encontros, reencontros e desencontros. e no final fica a sensação de quem continua ao nosso lado é quem realmente vale a pena. A vida se torna cada vez mais curta a cada dia, então valorizar quem amamos – e quem nos ama – é uma regra cada vez mais preciosa.

Profissionalmente, o concurso da Câmara representou o momento mais importante, e que deve render mais frutos ainda no futuro. A dedicação não foi em vão, e com um pouco mais é possível chegar mais longe.

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A Copa foi o grande evento de 2014, e foi um sucesso e um fiasco. Sucesso na organização, tão desacreditada; fiasco no campo, tão supervalorizado.

Ontem revi o jogo contra a Alemanha e então foi possível ter uma ideia mais racional do quanto foi patética, desastrosa, ridícula e tacanha a jornada da seleção brasileira. Em um país sério isso serviria de base para uma mudança drástica, mas uma nação que não aprende nem com as tragédias sérias e reais  não haveria de tirar nenhuma lição de uma catástrofe esportiva.

Vamos nós de Dunga outra vez, com Del Nero e Marin.

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O outro grande evento (e claro, mais importante em termos nacionais) foi a eleição. Que causou brigas e desentendimentos pra nada.

Enquanto a direita não tiver vozes mais inteligentes falando por si, vai ficar nessa ladainha ridícula de golpe comunista no Brasil. Discussão de 1964 que tomou a pauta em 2014.

Enquanto a esquerda não se articular melhor  e não aprimorar seus quadros, custe o que custar, vai continuar entregando o Brasil para partidos aproveitadores para sustentar a governabilidade.

E daqui a 4 anos estaremos brigando novamente, apontando pra dizer quem rouba mais, enquanto nada muda de verdade.

***

Todas as perspectivas para 2015 são sombrias, mas eu prefiro fazer como meu guru, Winston Spencer Churchill: “Sou um otimista. Não me parece adiantar muito ser outra coisa qualquer”.

Feliz 2015!

 

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  One Response to “Feliz Ano, Velho!”

  1. Ariano Suassuna:
    *o otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso.*

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