jul 182013
 

 

Revi dois filmes que marcaram a minha infância, verdadeiros clássicos dos anos 80: O Grande Dragão Branco (1988) e Robocop – O Policial do Futuro (1987).

 

o-grande-dragao-branco

 

Lembro que um amigo viu “O Grande Dragão…” no cinema e contou todo empolgado sobre o “kumite”, o “dim mak” e sobre as lutas de kung fu, mas eu só pude conferir habilidades de Frank Dux e as maldades do vilão Chong Li quando apareceu uma cópia pirata do filme em videocassete. Karate Kid e seu golpe de borboleta então perderam espaço: entre a molecada o legal passou ser brincar de luta até fazer o seu amigo pedir “matte”!

Mas apesar da memória afetiva, eu já esperava encontrar algo ruim quando o filme passou na tv a cabo dias atrás. Confesso, porém, que tive uma grande surpresa: “O Grande Dragão” é muito pior do que eu imaginava! E a canastrice do Van Damme nem é o maior problema!

Tudo ficou datado demais, tudo é caricato demais, tudo é mal feito demais! Até a coreografia das lutas deixa a desejar, pois é possível perceber que vários golpes passam muito longe do adversário. Para quem gosta de filmes trash, é uma grande pedida, diversão garantida.

Ninguém imaginaria que Forrest Whitaker ganharia um Oscar anos depois de fazer um papel secundário nessa bomba.

 

dragão branco

 

Frustrante mesmo foi pesquisar sobre a história do cara que serviu como inspiração para o filme, o tal Frank W. Dux, suposto campeão de 7 edições do Kumite e detentor de centenas de milhares de recordes. Disse “suposto” porque seu currículo vencedor pode ser uma mentira: o jornal Los Angeles Times fez uma matéria contando que não há nenhuma comprovação dos seus feitos, e que os troféus que ele exibe foram comprados em uma loja perto da sua casa.

Que mundo é esse que não se pode acreditar numa história em que o Van Damme consegue ser mais rápido que um fechar de mão, e que ele cego luta melhor do que enxergando?

 

***

 

robocop poster

 

Robocop foi outra surpresa, porém, positiva.

O filme tem hoje o status de cult, e não é à toa. A sua ironia e cinismo mantém-se interessantes, e até os efeitos especiais continuam bacanas (tá, quando aparece o robô-vilão ED 209 as trucagens ficam evidentes, mas ainda assim é tudo bem feito).

A história do filme é atual (a tecnologia faz maravilhas mas convivemos ainda com violência, injustiça, grandes corporações e mídia sensacionalista) e existem grandes sacadas, embora nem tudo seja perfeito – incomoda que em uma Detroit tão caótica sejam sempre os mesmos vilões que se metem a fazer tudo, desde roubar um posto de gasolina a matar executivos.

O diretor brasileiro José Padilha está dirigindo um remake de Robocop, mas duvido muito que este novo filme possa ser tão explicitamente violento quanto o original.  As cenas fortes podem chocar os mais novos, mas antigamente era mais comum encontrar sangue e sexo no cinema.

Hoje tudo é feito para preservar a indicação para maiores de 13 anos, senão não dá pra vender bonequinho no McDonalds…

 

robocop cabeção

 

 

 

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