out 232012
 

 

 

Com certeza você já viu um episódio qualquer em que todos estão falando ao mesmo tempo na sala de aula, até que de repente ficam em silêncio e sobra apenas o Chaves fazendo um comentário inconveniente em voz alta sobre o “Professor Linguiça”.

Aconteceu algo semelhante certa vez na faculdade, mas o protagonista foi o Evandro Limão. Sentado na primeira fileira, ele estava com o corpo virado para trás e não viu quando professor entrou. Todo mundo ficou quieto, menos nosso amigo, que soltou um sonoro “Ah, Dilão, vai si fudêêêê…”, com seu característico sotaque de Andradas.

O Limão conseguiu a proeza de ter sido posto para fora da sala de aula em plena faculdade, pois o Professor Volney foi menos tolerante que o incansável Meste Lingui…, digo, Professor Girafales.

***

 

 

O Helton teve mais sorte em outra oportunidade, mas não deixou de tomar um esculacho.

Certa noite estávamos esperando pelo início da aula quando um funcionário da faculdade entrou na sala e afixou próximo à porta um quadro com notas dos alunos. Foi o suficiente para todos se aglomerarem tentando ver os próprios desempenhos, o que causou um tumulto digno de Escolinha do Gugu. De repente, o interruptor foi desligado por um toque involuntário (?) de alguém (Nakano?) e as luz foram apagadas.

No momento que a sala ficou escura o Helton sentiu uma mão sobre o seu ombro, que num reflexo foi afastada com um “sai fora!”. A resposta imediata veio em alguns tons acima:

– VAI SENTAR NO SEU LUGAR, RAPAZ!

Era o saudoso Professor Clóvis, que numa explosão de fúria quase derrubou o cachimbo. Dizem que a última vez que ele tinha ficado tão nervoso foi quando viu o Che Guevara tomando uma coca-cola.

***

 

 

Não sei se continua assim, mas o quinto ano de Direito da Unesp era dividido por áreas de concentração de matérias. Assim, quem quisesse aprofundar nos estudos de Civil e Processo Civil fazia a área 5, para Direito Público era a área 1, etc.

Uma noite um pessoal da área 2 entrou na sala para contar como eram as suas aulas, e o Helton questionou se a matéria de Previdenciário era boa. A pergunta soou meio sem sentido para todos que ali estavam, mas eles responderam que as aulas eram excelentes. O Helton, contudo, não se deu por satisfeito:

– Mas é que eu ouvi falar que a professora falta muito, quase não dá aula!

Constrangida, uma das presentes respondeu:

– Não, imagine, que é isso! EU quase não FALTEI, não é gente? Nós tivemos muitas aulas neste ano…

Tudo bem que o Helton tenha se deixado enganar pelo fato da professora ser jovem e bonitinha, mas nesse momento ele deveria ter percebido a mancada que estava dando, afinal, ela falou em primeira pessoa. Mas ele continuou fazendo o papel de aluno da Escolinha do Professor Raimundo e insistiu:

– Ah, não sei não, eu ouvi muita reclamação que a professora falta muito…

Todos ficaram sem graça, e o pessoal que veio falar do curso saiu incrédulo com o arrojo do meu colega. Eu também estranhei, por isso questionei de um jeito bem sutil sobre o que tinha ocorrido:

– Caralho, Helton! Que merda foi essa? Isso é jeito de falar com a professora?

– Que professora! – perguntou ele?

Expliquei para ele o que tinha feito, e ele saiu correndo da sala para pedir desculpas. Acabou voltando matriculado como aluno ouvinte no curso de Previdenciário, mas ele não conseguiu fechar a matéria – a professora faltava demais mesmo.

***

“Ah, Wagner, você contou dos seus colegas, não tem nenhuma história sua não?”
Não me lembro de nenhuma, mas a minha memória anda muito seletiva… Se alguém quiser contar alguma coisa que use a caixa de comentários…

 

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