ago 022012
 

 

 

 

Lembro-me perfeitamente daquele dia.

No extinto Jornal da Tarde saiu uma matéria dando destaque ao lançamento de uma revista do Batman que trazia uma perspectiva mais adulta e contemporânea às suas histórias. Eu não gostava de quadrinhos de super-heróis, mas achei interessante a ideia de um Batman envelhecido, soturno e violento, bem diferente da imagem que eu tinha da série da TV e dos desenhos dos Superamigos, e por isso resolvi dar uma chance para o mascarado.

À tarde fui até a banca e ao supermercado e voltei com a revista e uma barra de chocolate, que levei para o meu quarto escondida para não dividir com ninguém.

Sem exagero, ao final daquela leitura o meu mundo tinha se transformado.

 

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Seria muito mais bonito se eu dissesse que o final da minha infância foi marcado por Proust, Hesse ou Camus, mas foi Frank Miller, com uma história em quadrinhos, que me levou à adolescência. Foi a partir de então que me interessei pelas referências e descobri todo um universo de cultura pop.

Passei até a desenhar, e meu sonho não era mais montar uma banda com meu primo e sim publicar as histórias dos personagens que criava.

Fui atrás dos trabalhos de Miller com o Demolidor, li os X-Men do Chris Claremont, adorava tudo o que o John Birne fazia, mas o meu preferido sempre foi o Batman.

 

 

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O sucesso dos quadrinhos foi tão grande que sempre houve expectativa a cada lançamento de filme, mas os quatro primeiro foram experiências, no mínimo, frustrantes.

A crítica gosta dos dois primeiros, contudo tenho pra mim que Tim Burton é um cineasta superestimado – a bela cenografia de seus filmes geralmente não sustenta as seu jeito fraco de contar histórias. Já os dois outros, do Joel Schumacher, são verdadeiras bombas, e a única coisa que se salva é a música do U2 para Batman Forever

 

 

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Falei disso tudo pra contar que vi O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE. É um filme muito bom, superior ao primeiro dessa nova trilogia (BATMAN BEGINS), mas não é tão impactante quanto o segundo (O CAVALEIRO DAS TREVAS).

Os iniciados nas histórias do morcego reconhecerão algumas ideias na tela (principalmente das sagas O MESSIAS, TERRA DE NINGUÉM e os trabalhos do Frank Miller, claro), e embora existam alguns furos no roteiro a história é boa e dá um final digno à saga – ao contrário do que aconteceu com Matrix, por exemplo.

(Não vi ninguém falando disso, mas acho que Selina Kyle não é chamada de “Mulher Gato” nenhuma vez no filme).

 

 

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Uma boa crítica sobre o filme pode ser lida no blog da Ana Maria Bahiana. E no Scream and Yell você pode encontrar um artigo bem aprofundado sobre as principais histórias em quadrinhos do Batman.

 

 

  One Response to “Batman e eu”

  1. […] Sobre minha epifania com o Caveleiro das Trevas, clique aqui. […]

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