set 152014
 

 

Instagrama

 

Correr estimula a produção de endorfina, que espalha pelo corpo uma sensação de bem-estar, aumentando a autoestima e a libido e bla-bla-blá…

Tudo isso é verdade, mas me aventurei a correr ontem numa prova porque era um evento beneficente, organizado pelos meus amigos. Apesar de não estar treinando devidamente, prestigiar o trabalho que eles tiveram era o mínimo que eu poderia fazer.

A 2ª Corrida da Fraternidade foi realizada em prol do asilo Lar Fraterno das Acácias, e me proporcionou uma nova oportunidade de entrar em contato com esse povo que se dispõe a acordar bem cedo aos domingos, faz o corpo se extenuar em quilômetros e quilômetros sob sol ou chuva, para ao final ganhar uma medalhinha, um copo d’água e uma banana.

Parece meio estranho quando descrito desta forma, mas excêntricos mesmo foram aqueles que fizeram tudo isso vestidos de super-heróis, como alguns colegas que tenho. Eles até me chamaram para participar dessa “Liga da Justiça”, mas quando experimentei a fantasia percebi que ela era tão quente que eu não aguentaria passar meia hora na sombra com ela, muito menos poderia correr 5 km.

Pensei então de comprar uma tinta verde para passar pelos braços, pernas e rosto, e assim participar como Hulk, mas abandonei essa ideia de jerico quando me dei conta que a tinta escorreria toda com o suor e eu chegaria ao final da prova não mais como o Gigante Verde, mas sim como um depauperado Bruce Banner.

 

corrida fraternidade super herois

Os fantasiados: Batman, Homem de Ferro, Capitão América, Coringa, Homem Aranha e Homem Invisível

 

Corri então de cara limpa. O primeiro quilômetro veio fácil, o segundo pareceu um pouco mais longo, e eu tinha achado que passara pela marca do terceiro sem tê-la visto, pois esta nunca chegava. Para não forçar muito, estabeleci que terminaria nos 5 km ou no segundo infarto, o que viesse primeiro, mas consegui passar pela linha de chegada fazendo pose de que estava inteiro. Só pose, claro.

Nem vi o meu tempo porque sei que foi horrível. Até meus amigos que correram vestidos com aquelas fantasias escaldantes chegaram antes de mim. Me dei conta que não dá pra encarar esse tipo de prova sem estar preparado, por isso antes de fazer uma nova inscrição preciso retomar o ânimo e voltar a treinar.

E quanto a sensação de bem-estar, é verdade o que dizem. Eu estou me sentido mais leve, mais sereno, com pensamentos mais tranquilos. Deve ser a endorfina. Ou pode ser também um efeito colateral da overdose de dorflex que estou tomando.

 

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fev 152013
 

 

 

Se reconheceu a canção acima, certamente você tem mais de trinta anos.

Muito antes do MMA, a febre era o kickboxing, que no Brasil recebeu os nomes de boxe tailandês e chuteboxe quando aqui chegaram as lutas de Sawamu, O Demolidor.

O desenho passava à tarde, no canal 7 (TV Record), junto com as aventuras do Speed Racer, Phantômas, O Judoca e outros clássicos animes japoneses. Foi com Sawamu que aprendemos  A Técnica Definitiva, que é o nome oficial do “salto no vácuo com joelhada”,  golpe mortal que todos os moleques um dia tentaram realizar.

 

 

O curioso é que o desenho foi inspirado em um lutador real, o japonês Tadashi Sawamura (cujo verdadeiro nome era Hideki Shiraha), ícone entre os praticantes de artes marciais. Sua fama é tão grande que, além do anime e de participar de um episódio do Ultraman nos anos 70, ele ainda serviu de inspiração para um Pokémon!

 

Aqui ele recebeu o nome de Hitmonlee, mas no Japão ele é conhecido como Sawamurá

Aqui ele recebeu o nome de Hitmonlee, mas no Japão ele é conhecido como Sawamurá

 

Para finalizar, Sawamura, não o desenho, nem o Pokemon, em ação:

 

 

Mas não sabia que seu mundo era pequeno
E os insetos que vagam pelos charcos
Têm poucas chances de alcançar o oceano…

 

jan 162013
 

 

Muito se falou de mudança ultimamente neste blog, mas hoje é pra valer.

Depois de anos, começo um novo desafio em minha profissão.

Que este seja um dia perfeito.

 

 

You’re going to reap just what you sow…

 

dez 032012
 

 

 

Depois de passar o final de semana todo fora do ar, o Rebostejos está de volta.

Estávamos passando por turbulências que precisavam ser sanadas. Na sexta-feira chegamos ao limite. Ainda que fosse contrário a nossa vontade, não tivemos outra escolha senão tomar medidas drásticas para reparar tudo.

Como podem perceber, ainda tem muita coisa fora do lugar, mas vamos reconfigurar aos poucos. Não há como passar por mudanças tão radicais sem sequelas.

Podemos dizer sem exagero que o post anterior marca um fim. Recomecemos então.